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Quatro homens são presos e sete veículos apreendidos durante operação em ArapiracaQuatro homens são presos e sete veículos apreendidos duran


Fonte: Redação com Já é Notícia

05/12/2018 12h01

Quatro pessoas foram presas e sete veículos apreendidos, sendo cinco automóveis e duas motocicletas, durante uma megaoperação realizada pela Polícia Civil em Arapiraca, na noite de terça-feira (04). Os detidos já tinham um trabalho criminoso consolidado no Agreste e são suspeitos de adulterar vidros, chassi e motores de veículos, com cobranças que variavam entre R$ 2 mil a R$ 3 mil em cada veículo.

Um dos envolvidos é mais conhecido como “Ureia”. Segundo a polícia, ele já foi detido nos estados de Sergipe, Bahia, Espírito Santo e também responde pelo crime de organização criminosa em Alagoas, de acordo com processo que tramita na 17ª Vara Criminal da Capital. A operação foi coordenada pelo delegado titular da Delegacia Regional de Arapiraca, Igor Diego.

“É um indivíduo que, há muitos anos, pratica esse tipo de crime e, sem sombra de dúvidas, foi uma prisão muito importante para a cidade de Arapiraca e região”, disse o delegado.

Também foi detido um homem identificado apenas como Dirceu, suspeito de fazer a falsificação de documentos. Na casa dele, a polícia apreendeu computador e impressoras, bem como papéis e documentos de veículos que já estavam falsificados. Ainda de acordo com a polícia, o homem confessou que pratica o delito há mais de três anos, inclusive com parceria com “Ureia” e clientes avulsos, e que recebe cerca de R$ 100 a R$ 300 por documento que a ele é solicitado.

Os detalhes de como é realizado o comércio ilegal para colocar os veículos nas ruas foi passado para a polícia. Em muitos dos casos, Dirceu aponta que marcava um encontro em um local distante para que os indivíduos não soubessem o endereço dele.

Também foi preso um empresário de Arapiraca que adquiriu um Wolkswagen Amarok, que custa cerca de R$ 100 mil, por apenas R$ 15 mil, mesmo sabendo que o automóvel havia sido adulterado pelo próprio primo, “Ureia”. A parcela de R$ 2 mil, segundo a polícia, foi dada como entrada e as demais seriam pagas semanalmente.

“Diante dessa situação, foi constatado que ele estava participando de uma associação criminosa, com adulteração de veículo e falsificação de documento, bem como adquirindo esse veículo mesmo sabendo que é fruto de crime”, comentou. O nome do empresário não foi divulgado.

O delegado também atentou para as dificuldades de identificação de automóveis roubados com placas clonadas, uma vez que eles assumem a identidade de veículos de outros estados sem nenhuma suspeita de que esteja sendo procurado por seus proprietários.

Para Igor Diego, a Polícia Civil tem trabalhado muito na região de Arapiraca, tendo em vista o grande número de veículos que estão sendo furtados e roubados. “Para maquear a ilicitude desses veículos é feita essa adulteração e, muitas vezes, quando o agente de trânsito ou o policial militar faz a verificação do veículo, ele aparece como legal, uma vez que estão sendo usados os dados de um veículo de Sergipe ou de Pernambuco, por exemplo”, afirmou.


Delegado Igor Diego, durante entrevista na Delegacia Regional de Arapiraca (Foto: Júnior Silva | Já é Notícia)


O delegado afirmou ainda que esses veículos só tem sido apreendido em investigações mais aprofundadas como as que ocorrem durante as operações realizadas pela Polícia Civil e Polícia Militar, uma vez que as verificações são feitas de maneira detalhada, com análise de vidros, pinagem, chassi e motor.

“Por conta disso, temos descobertos grandes depósitos de veículos e desmanches e um golpe certeiro naquelas pessoas que fazem todo esse meio de trabalho que é a adulteração e falsificação de documentos para que esses veículos sejam repostos aos cidadãos […] e o cidadão, às vezes querendo se dar bem, acaba participando também da prática desses crimes”, disse.

O delegado comentou ainda sobre pessoas que vivem na cidade com um patrimônio duvidoso e estão sendo alvos de investigação da Delegacia Regional de Arapiraca, entretanto as operações sobre esses casos só serão realizadas quando houver dados suficientes, para demonstrar que esses indivíduos estão praticando crimes.

“Às vezes há muitas denúncias desencontradas da população. A polícia deve trabalhar outras provas para realizar operações; então cabe ao delegado de polícia ter essa questão profissional de respeito fundamental aos cidadãos, mas também de prender quem está praticando crimes e causando todo esse mal para a sociedade”, finalizou.


Foram apreendidos:

 Fiat Palio Atractive, 1.4, na cor prata;
 Chevrolet Celta, 1.0, na cor verde;
 Volkswagen Amarok, na cor branca;
 Fiat Strada cabine estendida, na cor prata;
 Suzuki Yes, de SE;
 Honda Bros 160, 2017, nas cores branca e vermelha;
 Mitsubish L200, 4x4, GL, na cor branca.


A Polícia ainda não passou informações sobre os demais envolvidos nos crimes. 

 



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