Política

Prefeita de Major izidoro coloca unhas de fora e se transforma na rainha do nepotismo do sertão de AL


Fonte: Redação

28/05/2020 15h24

Cargos do primeiro escalão de governo da Prefeitura de major Izidoro, importante cidade da Bacia Leiteira de Alagoas, são ocupados por parentes da prefeita Santana Mariano. Do marido à sobrinha, de filha a irmão, tem parente da gestora em diversas funções de relevância no governo que também paga salário para quem não dá um dia de trabalho.

O salário do gestor de município sertanejo ultrapassa vinte mil reais (R$ 21.638,00). Juntando com quase seis mil reais (R$ 5.932,90) que seu marido César Soares Campos recebe por comandar a Secretaria Municipal de Educação, o casal ganha R$ 27.570,00 por mês da Prefeitura de Major Izidoro.

A renda familiar de Santana Mariano é reforçada com o pagamento para Carla Santana Mariana Campos, médica que recebe R$ 1.978,02 por plantão no município. O tio de Carla, irmão de seu pai, é coordenador municipal de Meio Ambiente. Pelo cargo, José Antônio Mariano Silva ganha R$ 2.200,00.

No comando da Secretaria Municipal de Obra e Urbanismo está Sara Mariano Silva Pereira, sobrinha da gestora que também leva pra casa vencimento igual ao do tio gestor da Educação, R$ 5.932,90.

As informações levantadas pelo portal de notícias 7 Segundos apontam ainda para o apadrinhamento de parentes da Chefe do Gabinete, Maria Patrícia Ferreira Almeida. Seu esposo, pai, sogro e até um cunhado também ocupam cargos comissionados, sendo que dois deles sequer aparecem para trabalhar, conforme denúncia levada ao portal.

Os dois ‘fantasmas’ seriam Deivid Silva Almeida, chefe de Almoxarifado - cargo que lhe garante R$ 3.148,35 – e José Djalma de Almeida, motorista com R$ 1.045,00 garantidos todo mês. José Djalma é sogro da Chefe de Gabinete e Deivid é filho de Djalma, portanto cunhado de Maria Patrícia. Eles são proprietários de uma borracharia situada no centro de Major Isidoro.

“Nomear parentes na administração pública é crime. A súmula vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal (STF) veda expressamente a nomeação de parentes para cargos comissionados até terceiro grau, em linha reta (pai, mãe), em linha colateral (irmãos, tios e sobrinhos), e por afinidade (cônjuge)”, destaca o 7 Segundos na notícia que repercutiu em todo o Estado e deve gerar procedimento por parte do Ministério Público Estadual.



Compartilhe