Política

Militares intervêm no estilo de ser de Bolsonaro para salvar o mandato


Fonte: Marcelo Firmino

29/06/2020 08h24

Com o caso Queiroz no calcanhar da família e vendo o mandato correr perigo em consequência das próprias trapalhadas, Jair Bolsonaro baixou o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional.

Os militares do governo perceberam que não havia para onde ir com o permanente estágio de beligerância do presidente da República. Daí montaram uma operação comportamental para evitar os conflitos e tocar o barco de forma menos explosiva.

Ou quem sabe, de maneira bem mais moderada.

O eternamente ávido Centrão é parte disso. Com ele unido é possível evitar desconfortos em votações importantes no Legislativo, muito embora o preço a ser pago é bem característico da antes execrada “velha política”.

Os encontros da última semana de Bolsonaro com o Presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, foram organizados pela ala militar do Planalto, para se estabelecer uma cultura de paz entre as instituições.

O bloco militar percebeu que governar não é passar o dia nas redes sociais dizendo impropérios e criando crises. Busca-se um aí um grande acordão – inclusive com outros agentes políticos – que possibilite tocar o governo com menos problemas que até então.

Certamente que para o estilo de ser bolsonarista isso funciona como uma espécie de camisa de força no mandatário. Só que diante das patacoadas diárias do chefe da Nação,  o prestígio dos militares dentro do governo estava sendo colocado em cheque. Eles, então, resolveram intervir de forma estratégica.

Se isso dará certo só o tempo dirá.



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