Política

APROVAÇÃO DO AUXÍLIO EMERGENCIAL “EMPERRA “NA CÂMARA DE ARAPIRACA


Fernando Vinicius
Fonte: Redação

25/03/2021 09h19

O pagamento de auxílio emergencial pela Prefeitura de Arapiraca para trabalhadores do setor de bares, restaurantes e academias de ginástica está emperrado na Câmara de Vereadores. O projeto encaminhado pelo Prefeito Luciano Barbosa na semana passada, com pedido de urgência para sua análise, ainda não foi votado.

A matéria poderia ter sua tramitação concluída na noite da última terça-feira, 23, mas não houve a sessão ordinária na Casa Herbene Melo, apesar de os vereadores terem passado grande parte do dia reunidos internamente, sinal de que impasse entre as bancadas de situação e oposição permanece.

Quantos meses?

O nó que precisa ser desatado entre os representantes da população arapiraquense no Poder Legislativo Municipal é o período de distribuição do auxílio emergencial. O bloco de sustentação aprova o prazo de dois meses para distribuição do recurso estipulado em R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais), com repasse de R$ 200,00 (duzentos reais) para cada beneficiário.

Já o bloco de oposição pretende ampliar o prazo para quatro meses, com emenda aditiva apresentada ao projeto que tem como fonte de pagamento recursos próprios do município.

A reportagem do Jornal de Arapiraca apurou que o período de dois meses previsto no projeto de lei almeja atender trabalhadores diretamente impactados pelos efeitos da pandemia de Covid-19 no funcionamento de seus locais de trabalho, com base em estimativa do período de vigência da chamada fase vermelha do plano de distanciamento social controlado previsto em decreto governo estadual.

“Enviamos à Câmara de Vereadores um projeto que concede auxílio emergencial para esses profissionais durante o período que durar a fase vermelha e os bares, restaurantes e academias estiverem fechados. Isso demonstra nossa sensibilidade e preocupação com esses trabalhadores. Quantas prefeituras fizeram isso? Quantas tomaram essa atitude? Estamos isentando impostos para esses setores também. Ninguém vai resolver esse problema sozinho, mas espero que a Câmara aprove esse projeto para minimizar o sofrimento dos trabalhadores “, justifica Luciano Barbosa em notícia institucional sobre reunião que o gestor teve com vereadores e lojistas no início da semana.

Prejuízo

Durante esse encontro, representantes do comércio arapiraquense apelaram ao gestor municipal para tentar abrir as portas das lojas nas segundas-feiras, dia de maior movimento de consumidores da Capital do Agreste e cujo funcionamento está proibido pela legislação atual que visa frear o avanço da doença que já fez mais de 3.300 óbitos em Alagoas, sendo 341 entre pessoas residentes em Arapiraca, dados oficiais de ontem (quarta-feira, 23).

Em relação a esse pleito do empresariado arapiraquense, Luciano Barbosa adiantou que o decreto estadual é maior do que um decreto municipal e que tentará manter novo contato com o governador Renan Filho relatando a apreensão dos comerciantes e lojistas do município mais importante do interior de Alagoas.

Em meio à apreensão do setor que mais gera emprego e renda em Arapiraca e as medidas da prefeitura para minimizar os impactos negativas decorrentes do mais grave problema de saúde pública da história recente do mundo, a Câmara Municipal empaca o andamento de uma ação de amplo alcance social.

Nesta quinta-feira, 25, o regimento da Casa Herbene Melo prevê realização de sessão ordinária. Os eleitos devem provar que honram o mandato e pelo menos comparecer ao plenário para analisar e decidir sobre a matéria que pode significar se vai faltar ou não comida na mesa de famílias arapiranqueses.



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