Política

EDITORIAL: Procura-se ideias novatas na política!


Carlo Bandeira

03/09/2017 20h18

Essa estória de renovação, de que a política precisa se oxigenar, é mais antiga do que a própria maneira de se fazer política.

Não quer dizer que renovar a política é introduzir nomes novos, filhos, sobrinhos, netos de políticos que mais parecem estandartes da oligarquia, ou de tradições que mais servem à própria história familiar, do que a história própria de uma sociedade, de uma comunidade Nacional, de uma verdadeira Nação.

O que nós, brasileiros do baixo clero precisamos, é mudar os nossos paradigmas, as nossas certezas sobre as verdades que vivemos há pelo menos 500 anos.

Somos o povo novo, de uma república mais nova ainda. Não passamos pelos expurgos que nações mais antigas passaram e viveram, claro, os Índios não foram poupados, os negros extraídos de suas terras africanas, porém, o poder continua emanado da elite, de autarquias “seculosas” ad eternum.

Não passamos fome juntos, passamos sim, cada um no seu canto; não fomos ameaçados ao extermínio por outros povos, enquanto um povo nacional, como uma raça de misturados, unidos em um espirito de nação.

Contudo, somos a história mal contada. Onde a impressão dos vitoriosos é que consubstancia o enredo desta fábula. O povo brasileiro, misturado e formado sobre as consciências oligárquicas dos engenhosos arranha-céus  de açúcar, generais, dos politiqueiros de aluguel, que lotam o nosso congresso nacional, é a prova viva que um dia tudo isso vai ruir.

Mas as esperanças nos surgimentos de vultos novos, com ideias mais novas ainda, têm que significar mais empenho, mais compromissos e muito mais honestidades.

As novas ideias significam simplesmente consideração com a coisa pública, com a evolução de uma sociedade que prevê as necessidades e proveja as suas soluções.

Somos bebês, ainda. Só não a opressão, aos mestiços brazucas, é tão nova.  Mas, um dia haveremos de crescer, de doar as nossas pessoalidades e as transformar em necessidades coletivas. O fato de estarmos estagnados e feitos prisioneiros por um sistema político que avilta, ao invés de conceder o possível para muitos e o necessário para todos, é o fato.

A nossa maturidade está entregue às experiências que devemos observar do nosso próprio dia a dia. Chorar, só por motivos de extrema ignorância. E Viver a Vida plena por nossos méritos de escolhas.

Não há guerra vencida enquanto houver um brasileiro prestes a acreditar que o País do futuro virá a ser o país de agora; um País que goza de suas riquezas e acalanta o seu povo.

Pois se continuarem a deturparem o direito difuso, aí sim, verás que um filho teu não foge à luta.

Que venham as novas mentalidades, seculares ideias de Nação de todos para todos.

Assim seja, o nosso futuro novo!



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