Política

Câmara de Vereadores de Arapiraca assinará nota de repúdio contra a privatização da Eletrobras


Assessoria/Carlo Bandeira
Fonte: Assessoria/Redação

19/10/2017 16h15

Com a presença dos servidores da Eletrobrás Distribuição de Alagoas, dos vereadores Professora Graça, Moisés Machado, Melquisedec de Oliveira, Gilvania Barros, Pastor Marcos Caetano e Willomaks da Saúde, foi realizada na manhã desta quinta-feira (19), uma Audiência Pública proposta pelo vereador Moisés Machado, para discutir pela  não privatização da empresa.

Gritando palavras de ordem, “Fora Teme e Não pela Privatização”, os sindicalistas mostraram através de documentos, que o que se diz hoje sobre os ganhos a serem conquistados com a privatização, não passam de mentiras.

“As privatizações não fazem outra coisa a não ser demitir em passos largos, após esse processo demoníaco”, afirmam os servidores da estatal. Por diversas vezes, ao usarem a palavra, pediram ao Poder Legislativo, o total e irrestrito apoio pela não privatização.

O palestrante do encontro foi Thomas Anderson Acioli. Ele condenou a justificativa de que a privatização vai reduzir os custos nas contas de energia elétrica, não passam de mentiras, porque segundo ele, nenhuma empresa que é privatizada, pensa no lado social, mas nos lucros, e chamou a atenção para que se isso acontecer, o que haverá de verdade é  demissão em massa, como aconteceu em Goiás, onde logo após a companhia de energia do estado ser privatizada, centenas de trabalhadores foram demitidos.

O Professor Luiz Gomes da Rocha (Professor Luizinho), disse que é preciso se discutir muito sobre o assunto e não permitir que haja este desmanche com a privatização.

Ele também chamou a atenção, para que haja o empenho dos deputados federais e senadores de Alagoas, que entrem na luta contra este processo danoso ao Estado, principalmente, por ser uma empresa que muito tem contribuído com o desenvolvimento de Alagoas e não deve ser entregue a grupos capitalistas que só pensam em lucros e mais lucros.

Representando a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), o vice-reitor Clébio Correia, também mostrou o seu descontentamento.

Segundo o vice-reitor, o que se discute no momento, é a defesa da soberania nacional, para impedir que empresas públicas que sempre deram lucro e tiveram uma participação efetiva nas conquistas sociais, sejam entregues ao capital estrangeiro. E o pior é a entrega para esse capital estrangeiro das nossas águas, Pois a nossa matriz energética é hídrica.

Já os vereadores presentes falaram em uma só voz; “Nós não concordamos de maneira alguma, com esta ação de entregar o patrimônio público a grupos capitalistas”,  e foram aplaudidos pelos funcionários da estatal.

Por sua vez, o autor do pedido da audiência pública, Moisés Machado, iniciou o seu discurso, mais uma vez, lamentando a total ausência da sociedade.

Segundo ele, em uma questão de tão grande importância como esta, não comparece, apesar de toda a divulgação pela imprensa e nas redes sociais.

Moisés Machado, também sugeriu que este debate não ficasse apenas restrito à audiência pública, mas que fosse realizado um grande encontro com a presença de todos os sindicatos, onde seriam debatidas todas essas questões, principalmente a não privatização.

Moisés Machado, também classificou a Audiência Pública, como um grande aprendizado, onde teve a oportunidade de conhecer mais detalhes sobre a empresa. Moisés Machado é totalmente contrário à  privatização e se colocou à disposição dos servidores, declarando o seu total apoio contra esse ato maléfico para milhares de pais de famílias que integram a estatal.

Por sua vez, a presidente Professora Graça Lisboa, garantiu que desde o início se mostrou contrária a privatização, e afirmou que toda e qualquer conquista de uma classe só é possível graças as lutas das categorias.

Ela disse que jamais poderia ser favorável a um ato que só trará prejuízos para os servidores e parabenizou a luta da empresa em manter as conquistas sociais.

Professora Graça, indagou; “como poderia ser favorável a um processo desses de privatização que só iria trazer prejuízos para o Estado”.

Ela falou, também, dos benefícios do Luz para Todos, ao relembrar, que quando era criança, estudava sob à luz de um candeeiro, e ao terminar de estudar, seus olhos ficavam completamente sujos com a fuligem deixada pela fumaça do candeeiro.

Professora Graça, disse aos servidores da Eletrobras, que o Poder Legislativo de Arapiraca, hoje, composto por 17 vereadores, está ao lado deles e que será elaborado um documento assinado por todos os dezessete vereadores, dando um voto de repúdio à privatização.



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