Política

Prisão de prefeito é recado para gestores do dinheiro público, diz Alfredo Gaspar


Fonte: Sete segundos

24/11/2017 16h50

Segundo Alfredo Gaspar, a prisão do prefeito Arnaldo Higino é parte de uma ação maior do MPE nos municípios alagoanos.

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), Alfredo Gaspar de Mendonça, pontuou nesta sexta-feira (24) que a prisão do prefeito de Campo Grande, Arnaldo Higino Lessa (PRB), de 57 anos, é um recado para os gestores do recurso público.

De acordo com o procurador, ainda não é possível dizer ao certo quanto foi desviado pelo prefeito, mas o MPE tem provas concretas de que o montante ultrapassa R$ 500 mil. "Não é mais tempo de tirar o dinheiro do povo. Dinheiro público é para ser aplicado corretamente em serviço público", afirmou o procurador.

Segundo Alfredo Gaspar, a prisão do prefeito Arnaldo Higino é parte de uma ação maior do MPE nos municípios alagoanos.

“O Ministério Público já vem atuando em mais de 12 municípios, pedindo prisões e medidas cautelares. Neste caso, no primeiro momento, o prefeito será denunciado por corrupção passiva, mas depois haverá uma segunda denúncia sobre outros fatos. Nós já temos provas materiais de outros delitos cometidos contra a administração por esse gestor", detalhou Mendonça.

Arnaldo Higino foi preso, em flagrante, no momento em que estava pegando dinheiro de uma empresa que vende mercadoria para a Prefeitura de Campo Grande.

“Nós fizemos a filmagem no momento da receptação do dinheiro. Na hora que ele estava adquirindo notas frias em troca de um percentual dos empresários”, explicou o procurador, acrescentando que a pessoa que fez a entrega da propina colabora com o Ministério Público. “Nós já encaminhamos um Termo de Colaboração ao Tribunal de Justiça para homologação”, reforçou.

O prefeito foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para o exame de corpo e delito. Em seguida, o gestor será levado para a prisão. A operação contou com o apoio do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf).



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