Política

Envolvido em delação, Teotonio tem imóveis “invadidos” pela PF


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

01/12/2017 14h20

Conhecedor da política desde cedo, ainda quando acompanhava o seu pai, Teotonio Brandão vilela filho, o está sendo alvo de investigação, pela Polícia Federal.

Com uma imagem sem grandes abalos, Teotonio Vilela, senador da República por três mandatos e ex-governador de Alagoas por oito anos, deu-nos, na manhã dessa quinta feira(30)motivos para acordar espantado, o alagoano.

Duas peças motivaram a investigação ao ex-governador.

Segundo a Polícia Federal, o ex-governador recebeu R$ 2 milhões em propina da empreiteira Odebrecht, entre os anos de 2009 e 2014.

As investigações tiveram início após relatório do Tribunal de Contas da União que apontou para um superfaturamento na construção de algumas etapas do canal do sertão. A outra motivação, fruto de deleção premiada, revelou a doação de propinas ao então governador Teotonio Vilela, nas obras do Canal do Sertão, que segundo o Ministério Público Federal, o erário público teve um prejuízo estimado em R$ 70 milhões.

Nessa operação, “Operação Caribdis”, ainda tem o ex-secretário de infraestrutura do governo Teotonio, que aparece delatado como participante do esquema.

A Polícia Federal foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a utilizar as provas colhidas pela delação premiada de um funcionário da Construtora Odebrecht, e ainda a utilização do relatório do TCU como peça incriminatória ao ex-governador.

O contrato firmado entre o Governo de Alagoas a referida empresa chegou ao montante de R$ 33.931.699,46.

Com um patrimônio eleitoral invejável, o ex-governador Teotonio Vilela, tenta chegar às eleições são e salvo.

Eleito, pela primeira vez, aos trinta e sete anos, foi o mais novo senador eleito a tomar posse, àquela época; era 1986.

Em pesquisas de atuação parlamentar sempre encabeçou a lista dos mais assíduos. Com avaliações altíssimas, por órgãos de trabalhadores. Goza, ainda de prestígio de ilibada conduta.

Porém, com a atual investigação, que rompeu os limites de sua intimidade, e adentraram em imóveis de sua propriedade, Teo, vê-se suplantado pelo espanto, exposto aos jugos da opinião popular.

Mesmo sem nenhum pronunciamento, dando conta de uma possível pré-candidatura ao Senado, onde exerceria o seu quarto mandato parlamentar, e com uma candidatura do seu partido(PSDB) ao Governo do Estado, o ex-governador vê a sua imagem sofrer um revés, um abalo, que enquanto não aparecer ou ser confirmado a acusação, tirará o sono de toos os envolvidos na “Operação Caribdis”.

 



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