Política

Prefeita de Lagoa da Canoa se diz perseguida por Renan Filho, que impediu pavimentação asfáltica da estrada do povoado Mata Limpa


Roberto Baia
Fonte: Redação

02/01/2018 11h49

A prefeita de Lagoa da Canoa, Tainá Correa (PP), conhecida por seus munícipes como Tainá do Dr Lauro, acusa o governador Renan Filho (PMDB) de prejudicar a população. Segundo a prefeita, o governador não permitiu que o Instituto do Meio Ambiente (IMA) concedesse a licença ambiental para pavimentação asfáltica da estrada que liga o centro da cidade ao povoado, com percurso de 6,7 quilômetros.

 

“É uma perseguição política”, afirma a prefeita, mostrando-se indignada com a atitude do governador. “Os recursos na ordem de R$ 4,13 milhões foram liberados, com apoio do senador Benedito Lira e do deputado federal Arthur Lira, pelo Ministério da Integração Nacional. Essa obra, que será realizada pela Codevasf, deveria começar em novembro, com término previsto para maio de 2018”, disse a prefeita canoense.

 

Tainá do Dr Lauro revelou que no dia primeiro de agosto deste ano conversou com o governador e para sua surpresa foi informada que não poderia tocar a obra, já que essa era uma promessa que ele tinha feito durante um comício em Lagoa da Canoa.

 

“Sinceramente, não acreditei. Falei para o governador que seguimos todos os tramites legais e que os recursos já estavam liberados. Também informei, naquela oportunidade, que a obra já estava com data prevista para ser iniciada”, disse a prefeita.

 

Jogo político

 

A prefeita de Lagoa da Canoa afirmou que a oposição, que durante 12 anos em que esteve no poder nada fez pelo município, entrou em cena para que a obra não fosse iniciada. O vereador Darlisson Lira, que é ligado ao deputado Jairzinho Lira, entrou com uma Ação Popular e conseguiu na justiça a interdição da obra.

 

“Recorremos e estamos lutando, juntamente com a Codevasf, para que essa obra seja, finalmente, iniciada, o que será de crucial importância, para a população. Os moradores, em especial do povoado Mata Limpa, não podem ser prejudicado por conta de um jogo político que visa exclusivamente as eleições de 2018”, salientou.

Segundo Tainá, o governador Renan Filho, mesmo diante do impasse provocado por ele, determinou que o IMA concedesse o licenciamento ambiental a Secretaria de Estado de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand).

 

forças do atraso

 

De acordo com a prefeita, as promessas feitas no palanque não foram cumpridas pelo governador que se uniu as forças do atraso para prejudicar o povo canoense.

 

“O Estado de Alagoas precisa tomar conhecimento das “ações” dos políticos que hoje estão na oposição, que durante longo anos não fizeram absolutamente nada de construtivo. Pelo contrário, deixaram um herança terrível com obras inacabadas, isso sem falar no caos que encontrei em setores cruciais como educação e saúde. Mas vamos em frente. O canoense nos conhece e sabe que jamais cruzarei os braços diante de situações como a que estamos vivendo no momento. Querem nos impedir de trabalhar, não vão conseguir”, finalizou a prefeita.

NOTA DA CODEVASF-ALAGOAS

Caro Roberto:

A obra foi paralisada em função de uma ação popular, tendo com argumento a falta do licenciamento ambiental, o pedido da liminar foi aceito pelo juízo.

A Codevasf por meio da sua Assessoria Jurídica, contestou através de embargos declaratórios, pedindo a nulidade da liminar, o juízo marcou para o dia 25.01.2018, uma audiência de conciliação entre os autores, IMA, Codevasf e Procuradoria do Município de Lagoa, objetivando a resolução da questão.

Atenciosamente,

Ederaldo Beline Silva

Ch. da Ass. de Comunicação

Foto: Arquivo pessoal


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