Política

Secretário reforça controle sobre segurança no Estado após polêmica


Marcos Felipe
Fonte: Redação

22/01/2018 16h45

Lima Júnior, secretário estadual de Segurança Pública, teve que enfrentar dois problemas graves nos últimos dias envolvendo a segurança dentro e fora do sistema prisional. Para o coronel não há com o que se preocupar, pois os órgãos competentes estão apurando os fatos ocorridos.

Um vídeo mostrou imagens de homens entregando lanches dentro do Presídio de Segurança Máxima, em Maceió, o secretário de Ressocialização e Inclusão Social (Seris). O problema passou a ser da Segurança Pública, pois militares é que receberam o entregador e fizeram o remanejamento para o reeducando.

O que também chamou a atenção da equipe da Seris foi o fato do entregador de lanche ser também um militar.

O caso ocorrido em Outubro do ano passado chegou até a Polícia Militar apenas esta semana e foi protocolada para as devidas providências.

“O Comando da Polícia Militar irá tomar as devidas providências”, reforçou Lima Júnior sobre o que poderá ocorrer com os militares.

Diante da situação, o Conselho de Segurança (Conseg) de Alagoas decidiu afastar das ruas os militares. De acordo com os conselheiros, enquanto o processo de investigação estiver em curso eles devem ser mantidos apenas em trabalhos administrativos e burocráticos dentro da corporação.

O Conseg decidiu ainda solicitar da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) a relação de todos os profissionais que estavam trabalhando no dia 26 de outubro, dia em que as imagens foram gravadas no sistema prisional.

A pressão em cima do caso, fez com que o Comando Geral da Polícia Militar determinasse uma investigação interna para apurar a denúncia. A portaria que traz esta determinação foi publicada no Boletim Geral Ostensivo da PM, edição desta quarta-feira (17), e é assinada pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcos Sampaio Lima.

Foi designado o major Wagner Ricardo Coutinho Rêgo para esta apuração e caberá a ele analisar a possível conduta irregular praticada, em tese, por policiais militares que estavam lotados no presídio.

 

Áudio vazado de reeducando segundo problema

 

Lima Júnior também comentou sobre o áudio vazado de um reeducando confirmando crimes realizados na parte baixa da capital. “O caso foi encaminhado a Delegacia de Homicídios, onde serão investigados os crimes que ele relata”, disse o secretário reforçando o controle da Segurança Pública no Estado.

No final de semana passado, um áudio foi divulgado onde o reeducando José Stélio Marques de Souza Nizzo, preso desde 2003 pelo crime de roubo, faz diversas ameaças a uma facção rival, além de confessar os assassinatos cometidos pelo grupo que participa.

De acordo com a Seris, ele faz parte do segundo escalão de um grupo criminoso. Dentre os crimes citados, estão os assassinatos de pessoas identificadas como Binha, na favela do Peixe; Rafa, no conjunto Mutirão 3; Isaac, na beira da lagoa; e Boca e Agreste, um duplo homicídio cometido em uma região considerada “quartel general” do grupo inimigo.

“É preciso checar se o que ele falou realmente aconteceu, se quem ele disse que morreu realmente morreu, se foi como ele disse, e qual sua participação. Mas assim que tivermos investigado, ele será responsabilizado pelos crimes que tiver cometido”, explicou o Lima Júnior.

O caso será investigado pelo novo coordenador da Delegacia de Homicídios, o delegado Eduardo Nero, que substitui o delegado Fábio Costa, agora diretor de área do município de Arapiraca.

 

Caso ressuscitou problema semelhante ocorrido em novembro

 

Em novembro do ano passado, outro áudio vazou com um reeducando ameaçando cortar a mão de assaltantes em Maceió. Ele é um reeducando e foi condenado em 2003 pelo crime de roubo. Roberto de Oliveira Silva, conhecido como “Baleado” que está preso e cumpria pena em uma unidade de segurança média do complexo prisional do Estado.

Roberto foi condenado a 20 anos e oito meses de prisão pelo crime de roubo, ainda em 2003. Ele conseguiu a progressão da pena, e foi para o regime semi-aberto, mas voltou a ser preso por tráfico de drogas, já em 2009.

Ele é um dos presos que fugiu do complexo prisional de Alagoas em 2015, e só foi recapturado este ano.

A identificação dele foi feita por agentes penitenciários do serviço de inteligência da Seris, em conjunto com as chefias das unidades penitenciárias. 



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