Política

Voto direto para Juiz, quem sabe?


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

10/02/2018 20h03

Vivemos realmente um turbilhão, aberrações que o mundo inteiro está observando.

Declarações, delações, deflagrações, tudo na área jurídica do nosso país. Tudo relativo ao nosso sistema político, aos nossos políticos e ao Congresso Nacional.

Resta-nos concluir que vivemos dirigidos por uma fleugma excretada dos tempos do medievo.

Já havia sistema jurídico nas eras medievais, mesmo antes, na época dos Faraós, já gozávamos da lei de Talião; olho por olho, dente por dente”; essa era a lei. Tínhamos as leis romanas, a manuelinas, as constituições brasileiras.

Contudo, notamos que a nossa atual constituição é nobre no que está escrito, porém mal entendida no que seria para representar.

Mal entendia, não. Chegamos à conclusão, tardiamente, que as nossas leis representam, sim, a vontade de quem as tem nas mãos. A asfixia jurídica que vivemos hoje é fruto da vontade dos poucos herdeiros de cidadania oferecida por esse sistema que oprime, deprime, deturpa, e, sobretudo, desagrega ainda mais, toda uma sociedade carente de dignidade.

Claro está, a caduquice dos hábitos de uma elite política e jurídica do nosso país. Uma justiça justa é a primazia das nossas intenções. Uma decisão jurídica, hoje em dia, gera tantas outras opiniões sobre o tema da decisão. Juristas indignados, outros, dignos da sua opinião. Até o judiciário internacional investe em suas opiniões, essas, divergentes acerca de temas como a condução de casos referentes à Lava-Jato, tríplex, Sítio, Lula, Moro, e por aí vai.

Esperança, hoje, é um sonho intranspugnável às classe “c”, “d”, “e” “f”...

Ou seja, 98% da população que detém as vantagens do Transporte Público, da Saúde Pública, da Previdência Social, de uma Educação Publica, que deixou de ser prioridade para os asseclas desse poder vigente; pois, isto é a parte que nos cabe nesse latifúndio.

Juízes nomeados por quem há de ser julgados por eles, isto, estamos vendo, e hoje tendo certezas que não tínhamos, que essas certezas não desvendam uma formula equitativa de justiça.

Que tal a sociedade levar em consideração um sufrágio popular para a escolha dos magistrados das varas que nos penaliza todos os dias.

Voto direto, em tese, seria a solução. Porém, no atual estágio das nossas consciências institucionais, temos mesmo que rogar, ao poder celestial, clarividência para as nossas futuras decisões eleitorais.

Que as coisas não estão boa, não estão.

Para os pobres mortais, é claro!    



Compartilhe