Política

Ano eleitoral começa a mexer com ânimos nos Poderes Legislativos


Marcos Filipe
Fonte: Redação

26/02/2018 10h27

Desde o ano passado, os principais nomes na disputa para os cargos ao Governo e Senado em Alagoas “trocavam farpas” em meio a entrevistas com a imprensa. Dando início aos trabalhos nos poderes Legislativos de 2018 e os preparativos para o pleito deste ano, os parlamentares começaram a usar suas tribunas e adicionarem tom eleitoreiro em seus discursos.

Em 2017, a Câmara de Maceió foi alvo de polêmicas entre os próprios membros ou em relação a Rui Palmeira (PSDB). O vereador Silvanio Barbosa do PMDB de Renan Filho, e principal adversário do prefeito da capital para as eleições deste ano, explicou que não há embate entre os partidos.

“Continuarei votando nas matérias do Executivo, e mesmo eu sendo do PMDB, o governador não tem interferido em nenhuma das minhas decisões. Eu e Antônio Hollanda sabemos da nossa responsabilidade”, falou citando o nome do colega de partido.

Chico Filho (PP) não será um dos nomes que disputará uma vaga na Casa de Tavares Bastos, mas se posicionou para uma renovação do Legislativo Estadual. “Temos um ano decisivo para a política nacional e estadual. Nós enquanto vereadores estamos dando a nossa parcela de contribuição, e independente de nossa bandeira partidária, estamos cumprindo o nosso papel” e falou do pleito em Outubro: “Precisamos que as pessoas melhorem o Legislativo e um novo parlamento para o Estado de Alagoas”.

Diante do assunto eleição, Silvio Camelo (PP) se posicionou em relação a renovação nos Poderes Estaduais este ano. “Um professor quando cursava Direito dizia que não importa se o aluno estuda ou não, porque quando ele for um profissional, o mercado fará uma seleção natural. Na política é da mesma forma. Se um político está há muitos anos com mandato, é porque nesta seleção, as pessoas acham que ele deve continuar”.

E explicou: “Ninguém força ao cidadão a votar. A sociedade é quem decide, é o povo. Aqueles que não cumprem suas promessas são colocados no patamar que merecem. Os que fazem seu trabalho continuam com seus mandatos”.

Kelmann Vieira (PMDB) sempre com o tom apaziguador e moderado, não entrou em detalhes de como irá apoiar os candidatos do seu partido este ano, preferiu falar da sua boa relação com o Poder Executivo da capital.

“A boa relação do Executivo com o Legislativo é uma prova de que estamos prontos para buscar fazer nossa capital um lugar melhor e aproximar ainda mais a população do Poder Legislativo é o caminho para resgatar a imagem da classe política, infelizmente tão desgastada”, disse.

Enquanto na Câmara se prende aos discursos mais moderados e de como se articularão os apoios para conquistar os eleitores da capital. Os deputados na Assembleia Legislativa (ALE) contam os dias para saber quem fica e quem sai. Lembrando que ano passado, as operações da Polícia Federal (PF) mancharam parlamentares envolvidos em operações que investigam o desvio de recursos da Casa de Tavares Bastos, respingando o problema e todo o Parlamento. O atual presidente da Casa, o deputado Luiz Dantas (PMDB), teve seu nome envolvido em acusações nos crimes ocorridos na cidade de Batalha no ano passado, e tenta desvincular a sua imagem do governador Renan Filho, que é do mesmo partido. Isso porque entre as acusações feitas, estava o “favorecimento”.

 “Sempre enfatizei o diálogo como ferramenta de superação das adversidades, para construir um ambiente de normalidade institucional. Entretanto, não deixei de ressaltar o princípio da separação dos poderes e da independência, como ordena a Carta Constitucional”, disse. E para piorar a situação, uma matéria vinculada pela imprensa expos a relação das presenças em sessões dos parlamentares, o que causou indignação entre os deputados, que ganharam fama de “preguiçosos” em pleno ano eleitoral.

Leo Loureiro (PPL) desmentiu matéria que teve como base dados divulgados pela Agência Tatu.

“Um pouco antes do Carnaval, fomos pegos por informações caluniosas, difamatórias, mentirosas, esdrúxulas, com base em um site sem credibilidade, pago por algumas pessoas, que me coloca como o deputado que mais falta, com 51% de ausência”,

ressaltou o parlamentar, lembrando que esse é um ano eleitoral e questiona a quem possa interessar esse tipo de informação.

 “Quero, primeiramente, deixar claro que houve um erro na matéria. Sou testemunha da assiduidade de vossa excelência, que está presente aqui semanalmente e em quase todas as sessões, participa das audiências públicas. Foi uma infelicidade a forma como foi divulgada”, observou Rodrigo Cunha (PSDB), destacando a importância do painel eletrônico para situações como essas.



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