Política

Rui ignora servidores e greve será decretada


Fonte: Tribuna Independente / Carlos Victor Costa

09/05/2018 13h47

Acontece nesta quarta-feira (10), uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Maceió para debater a data-base e a greve geral. Desde o ano passado, a categoria vem tentando acordo com o prefeito Rui Palmeira (PSDB), com o intuito de conseguir a reposição salarial.

O presidente do sindicato, Sidney Lopes, em entrevista à reportagem da Tribuna Independente, disse que em janeiro foi enviado um ofício para o gabinete do prefeito Rui Palmeira. O mesmo documento foi encaminhado na última sexta-feira (4), no entanto, o município parece ter ignorado a entidade.

“Ele [Rui Palmeira] não deu procedimento com a mesa de negociação. A data-base do servidor é em janeiro e a Prefeitura de Maceió não dialoga com nenhum sindicato. Queremos a reposição salarial de todas as categorias, mas o prefeito não atende ninguém, somente aos empresários”, destacou Lopes.

De acordo com Sidney, após a assembleia, os servidores irão decretar greve geral. O Sindicato dos Servidores Públicos de Maceió informou que a categoria deverá respeitar o trâmite legal determinado pela Lei Federal de Nº 7.783, de junho de 1989, onde os artigos 13 e 14 demonstram como deve se proceder a decretação.

O artigo 13 diz que na greve, em serviços ou atividades essenciais, ficam as entidades sindicais ou os trabalhadores, conforme o caso, obrigados a comunicar a decisão aos empregadores e aos usuários com antecedência mínima de 72 horas da paralisação.

Já o artigo 14 ressalta que constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na presente Lei, bem como a manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do Trabalho.

REIVINDICAÇÕES

Em ofício protocolado, o sindicato quer 16,09% de aumento. O reajuste de 2016 foi de 4,5%, portanto, abaixo da inflação do ano anterior. Por diversas vezes, o prefeito Rui Palmeira alegou que não a prefeitura não tem condições de garantir aumento, por conta da crise econômica do país.

Os servidores chegaram a ameaçar uma paralisação no ano passado, mas o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ) decretou ilegalidade da mobilização dos servidores públicos de Maceió, culminando no recuo e suspensão da greve.

Além disso, o prefeito Rui Palmeira chegou a informar que os servidores que aderissem à greve seriam penalizados com os cortes nos pontos dos faltosos.

A reportagem da Tribuna Independente entrou em contato com a prefeitura para falar sobre o assunto. Através de uma nota, a secretaria de Comunicação explicou que “a Secretaria Municipal de Gestão (Semge) informa que está fazendo simulações para encontrar uma forma de atender aos servidores, de modo que a pontualidade da folha de pagamento não seja comprometida. O corte de R$ 80 milhões no repasse do Fundo de Participação dos Municípios [FPM] compromete a capacidade de investimento da Prefeitura, mas a Semge reforça que mantém a mesa de negociações aberta”.



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