Política

Verdades em folhetim!!!


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

25/05/2018 09h53

A competência de um Folhetim não é para todos, os que escrevem diariamente, notícias factuais, artigos opinativos ou, esporadimente, editorias.

Às vezes, algumas personalidades públicas, citadas em matérias, puramente jornalísticas, ofendem-se com as notícias que circulam nos impressos diários ou semanários, sobre si. Em represália às notícias veiculadas sobre certas atitudes e ações de servidores públicos, alguns deles bravejam ataques aos meios de comunicação que informam os seus leitores imparcialmente os chamando de Folhetim barato, denotando algo de ruim, de baixa qualidade, e muito mau gosto.

Para maior esclarecimento segue as formas e função de um folhetim:

-- O folhetim é uma narrativa literária, seriada dentro dos gêneros prosa de ficção e romance. Possui duas características essenciais: quanto ao formato, é publicada de forma parcial e sequenciada em periódicos como nos jornais e revistas; quanto ao conteúdo: apresenta narrativa ágil, profusão de eventos e ganchos intencionalmente voltados para prender a atenção do leitor.

O folhetim surgiu na França no início do século XIX, junto ao nascimento da imprensa. Foi importado para o Brasil logo depois, fazendo enorme sucesso na segunda metade do século XIX. Eram publicados diariamente em jornais da capital do Império (Rio de Janeiro) e jornais do interior, em espaços destinados a entretenimento.

As possibilidades eram infinitas ele buscava ilustrar com realismo e emoção a miséria da condição humana. Apresentavam múltiplas opções de enredo: de assuntos frívolos a sérios, de conversas particulares a acontecimentos políticos. Ao tratar de amenidades e da vida da classe média, o folhetim se aproximava do realismo literário. Também realizava um registro da vida cotidiana típico do jornalismo, mas não com a pretensão de registrar a Verdade, mas apenas de ser verossímil. Assim, despertou o interesse das camadas mais pobres pela leitura e colaborou com a construção de uma nova identidade nacional urbana. Acelerou, ainda, a assimilação de modelos de comportamento europeus, tais como o uso do veludo no vestuário, a disseminação do piano como instrumento doméstico e o surgimento de saraus familiares. (Wikipédia, a enciclopédia livre)

Se alguém quer atingir, pejorativamente, algum jornal impresso, por suas notícias, não os compare a um folhetim, pois aí, mostra a incompetência de quem tá querendo desqualificar o meio de comunicação em questão.

Ser comparado a um folhetim significa promover um elogio dos mais aprazíveis.

Sem mais, este folhetim se encerra aqui! 



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