Política

A História e a Justiça


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

08/06/2018 09h20

Entre a história e a Justiça, qual delas relata a justa interpretação da humanidade, sobre os fatos.

A Justiça, gênero da história, sempre nos divide entre o justo e o inglório.

À época das sentenças prolatadas pelo poder judiciário, de suas respectivas eras, o murmúrio que ecoa na sociedade, sempre envolve dúvidas, torcidas a favor ou contra.

     Mas a História nos redime das injustiças veladas ou justiças incabidas. Ela, a história, mostra a clara e nítida conduta das sociedades envolvidas em seus respectivos fatos.

As leituras comportamentais advindas da história, não cavouca a dúvida, porém, clarificam as certezas ali havidas.

A história nos conduz aos fatos ocorridos e acontecidos. Ela pode ser contada por uma corrente ou por uma contra corrente. Foi justo ou injusto. Eis o legado da história.

     A justiça nos envolve em verdades e realidades. Ela é imposta sob o signo dos interesses mútuos ou particulares. Ela atua na contemporaneidade dos atos, dos fatos, contudo, sem o entendimento geral do que é verdade ou do que é real, apesar da justiça ter como um de seus princípios; o consuetudinário.

Tomando o momento atual como ponto de partida, o mais forte ganha sempre. Isso é a justiça, ferramenta que denigre a realidade e reforça as verdades de quem pode poder, invareavelmente.

     Improbidade, pedaladas, delação, quem é honesto, e quem não. São indagações  das respectivas épocas, aos quais vivemos e convivemos no ato dos seus acontecimentos durante o percurso da história.

Daqui a alguns anos, décadas ou séculos, esse processo político, por exemplo, ao qual vivemos hoje, no mundo,  vai ser mostrado com seus desdobros, artífices e consequências, justamente pela história.

     Moisés abriu o mar Vermelho. A história diz que sim, mas também diz que não. A diferença é que o fato existiu, ou não.

Cleópatra, última rainha do Egito, existiu e morreu de picadas de serpentes. A história nos mostra. Foi por amor ou ambição que ela guerreou tanto? Se há dúvidas? pode haver. O fato é que a história nos remete ao acontecimento. Depois disso, são as nossas crenças que determinam o valor do acontecido.

     Mais a história é uma só. As estórias que aparecem depois da história, são o senso de justiça e crença que elaboram todas as sociedades.

A História é uma só. Quando distanciamos a história das estórias, é ela que nos salva sempre.

Se foi uma verdade ou foi a realidade, isso é outra estória!

Quando busco a história, busco o entendimento, e não a justiça.

Ela nos salva sempre, a história das verdades inconcebíveis!!



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