Política

No Nordeste, só Maceió e outras duas cidades não deram aumento salarial


MARCOS FILIPE
Fonte: Redação

08/06/2018 10h10

A crise financeira que assolava os estados e capitais do Brasil já passou na Região Nordeste, menos em Maceió. Na semana em que os servidores municipais lutaram por um reajuste salarial, pesquisamos nos demais estados nordestinos e apenas Natal (RN) e São Luís (MA) ainda não tiveram aumento de salário.

No fim do mês passado o Sindicato dos Servidores Municipais entrou em acordo com a Prefeitura do Recife e foram atendidos 21 pontos solicitados de um total de 30 reivindicações. A maioria dos servidores teve aumento de 1,81% no salário, reajuste de 2,95% no IPCA, aplicado no ticket alimentação, e outras alterações com base na necessidade específica das categorias.

Já em Salvador, a prefeitura iniciou com os servidores municipais no início deste mês, as negociações do reajuste, onde o pedido inicial é de 20%. Vale lembrar que diferente de Maceió que há três anos não concede aumento, a capital baiana, concedeu reajuste de 2,5%.

Quem tem uma situação parecida é a Prefeitura de Aracaju, onde os servidores também iniciaram as negociações, mas a categoria teve reajuste também nos últimos dois anos.

Também no mês passado, os vereadores de Teresina aprovaram o pedido de reajuste feito pelo prefeito da capital, Firmino Filho, para os servidores municipais. Com a aprovação do projeto, que aumenta os salários em 3%, índice acima da inflação dos últimos 12 meses, nenhum servidor da capital piauiense ganhará menos que menos de R$ 1. 133.

Já o reajuste em Teresina ocorreu em 2016 com aumento de 10,67% e o vale-alimentação terá reajuste de 25%. Para este ano, a administração de lá fechou o acordo em 3%, apenas os professores reivindicaram aumento que foi concedido em 6,81%.

Em João Pessoa, os servidores municipais tiveram reajuste em Janeiro e no decorrer dos meses, foram dados individualmente, como os professores, que receberam 6,81% e os servidores efetivos da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana que tiveram aumento de 10%.

 

A situação em Maceió

 

O secretário Municipal de Gestão, Reinaldo Braga, reproduziu o discurso de que qualquer aumento pode comprometer as finanças da capital.

“Outras capitais brasileiras estão com a mesma dificuldade em oferecer reajustes aos servidores, mas estamos empenhados em fechar a negociação. Por isso, é importante que as categorias definam o que realmente querem para que a Prefeitura indique o que pode fazer, permitindo uma negociação realmente clara”.

O reajuste salarial que os servidores cobram é de acordo com a perda da inflação, de 2015 a 2018, que para os servidores chega em torno de 15%.

Os agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) cobram progressões por méritos, gratificações por periculosidade e insalubridade, auxílio boat, EPI´s, concurso público e Projeto de Lei que regulamente a categoria.

 Em relação aos trabalhadores da Educação, o Sinteal vem denunciando situações desde do início do ano, o Iprev está penalizando as pessoas que tiram licença-saúde com descontos de 9% ou 11%, e até cobrando juros retroativos em cima desses valores, além de desrespeitar o direito de alguns professores à aposentadoria especial, prevista em lei.

 

As polêmicas declarações   de Rui Palmeira



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