Política

Eleições 2018: Rezemos e aguardemos!


CARLO BANDEIRA
Fonte: REDAÇÃO

05/10/2018 10h54

Estamos prestes a enfrentar, nessas eleições, um estado emocional, um senso  comum de nossa população brasileira, conturbado e ferido.

Esse senso comum, além de divido, encontra-se fragmentado por rachaduras que ainda não cicatrizaram, isso, desde os tempos que Pindorama virara Brasil.

Era índio para lá, negro na senzala, comerciantes unidos concorrentes dos donos de engenho, a Igreja abençoando, e um povo se formando dentro dessas rachaduras.

É o Brasil que vivemos hoje!

As nossas diferenças ainda são mais fortes do que as causas que nos une e iguala um a um, nos direitos e garantias contidos em nossa constituição, que, aliás, é para todos. Pelo menos, deveria ser e ter o mesmo peso em seus dispositivos, igualando todos os brasileiros.

Em Alagoas, aproximam-se possíveis surpresas. A disputa eleitoral ainda se vale das premissas dos desencantos da população. É aí que se aproveitam os Ases politiqueiros do nosso tão combalido sistema político-eleitoral, com promessas que manipulam as carências individuais de toda a população.

Em Alagoas não é diferente. Novidades, à vista, vêm incomodando alguns caciques da cena política local. Apesar de não ser um fenômeno exclusivo de nosso Estado, as novidades parece ser realidade nacional.

Enquanto ficarmos premiando as nossas frustrações pessoais valorizando algum salva pátria que se dispõe aos ridículos de prometerem o impossível, não venceremos a injustiça, tampouco, a segregação.

Nós, quando ficamos frente a frente com a urna eletrônica, na grande maioria, vota nas necessidades e pretensões individuais e mesquinhas de cada qual que espera, nas promessas falaciosas dos candidatos, a divina providência de seus desejos individuais.

Tudo isso, leva-nos à reflexão acerca do nosso futuro enquanto nação, enquanto um povo unido pelos ideais de uma sociedade justa, igualitária e fraterna. Haja visto, que essas premissas não trafegam na solidariedade, tampouco, na alma de um povo.

Nessa eleição, observa-se uma sociedade votando por si, e não pelo todo. Enquanto houver grupos sociais debatendo as próprias aspirações, a nação não vingará nunca. Sempre viveremos a vocação de um país do futuro, porém, nunca alcançaremos a condição de um país para todos, no presente.

Que neste domingo(7), votemos na construção ou reconstrução de um país que já foi a sétima economia mundial, mesmo assim, com um índice de flagelo que ultrapassa a pobreza e deságua na exclusão da cidadania plena.



Compartilhe