Política

ALE deve instalar CPI da Braskem para investigar situação do bairro do Pinheiro


Fonte: Portal Gazetaweb

11/02/2019 08h26

O deputado Francisco Tenório (PMN) afirmou, na sessão da Assembleia Legislativa (ALE) desta quarta-feira (6), que se for necessário irá propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação do bairro do Pinheiro. 

"Vamos realizar uma sessão especial no dia 22 deste mês com técnicos que já estão trabalhando no local. Diante do que for colocado, se sentir necessidade, não tenham dúvidas de que irei propor uma CPI", disse Tenório.

A  grave situação do bairro do Pinheiro, que ganhou notoriedade nacional após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) falar sobre os riscos que envolvem a região, tem atingido moradores e comerciantes.

O parlamentar falou ainda que está intrigado com a lentidão para a apresentação de um diagnóstico, principalmente, porque o problema se arrasta há um ano. "Desde esse período até agora não temos um diagnóstico, mas ainda assim existem áreas consideradas de risco, tanto que aparece como área vermelha e outras de médio e baixo risco. Qual o critério para isso? Então existem indícios de que há algo sério que ainda não foi revelado", destaca o deputado.

Sem querer apontar culpados, mas ao mesmo tempo reconhecendo que a presença da Braskem na região pode indicar algo que precisa ser apurado, Francisco Tenório disse que não confia em laudos apresentados pela empresa. 

"Não acredito ser recomendável que se utilize um diagnóstico feito por técnicos da empresa", afirmou Tenório. Ele acredita que a presença de um grupo formado por parlamentares e até mesmo uma futura investigação, pode ser importante, por exemplo, para a convocação da Petrobras. 

Em sua avaliação, o fato da empresa ter experiência em localizar petróleo a altas profundidades marinhas, pode indicar que tenham tecnologia que possa ser utilizada no caso do Pinheiro.

Quanto ao retorno dos trabalhados legislativos, conforme o regimento da casa, a data oficial é dia 15 de fevereiro. Até lá, a articulação de bastidores para a formação de uma comissão especial para acompanhar o que ocorre no bairro continua. 



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