Política

“Para sobreviver, tem que ir à luta”, diz editor do JA sobre jornalismo impresso no Entre Nós


Fernando Vinicius
Fonte: Redação

11/04/2019 09h11

O jornalismo impresso passa por sua pior crise ‘existencial’, mas ainda tem seu espaço e valor em meio às tecnologias digitais. A análise é do experiente jornalista Roberto Baía, editor geral do Jornal de Arapiraca e colunista do diário Tribuna Independente, Novo Extra e portais Tribuna Hoje e Arapiraca News.
No exercício diário de apurar e divulgar informações de interesse público, Roberto Baía falou sobre a profissão que exerce, desde o início da década de 1980, no programa Entre Nós, uma das boas novidades da revigorada Novo Nordeste, emissora de rádio pioneira em Arapiraca, agora transmitindo em FM e com presença ativa nas redes sociais.
Ao lado dos colegas jornalistas Davi Salsa (Tribuna Independente) e Giovanni Luiz (TV Gazeta), Roberto Baía participou do bate-papo comandado por Mônica Nunes, jornalista e âncora do programa veiculado de segunda à sexta, das 14h00 às 16h00.
“O jornal é uma empresa como outra qualquer, ou você tem gestão ou vai parar no fundo do poço”, argumentou Baía. “Para sobreviver tem que ir à luta e o Jornal de Arapiraca é um exemplo, estamos com as contas em dia”, completou, frisando a importância das parcerias para a saúde financeira do semanário lançado há três anos, com redação na Capital do Agreste alagoano.
“Eu sou realmente apaixonado pelo jornalismo impresso, é o começo de tudo e pretendo continuar com ele”, ressaltou Roberto Baía, alertando para que somente o comércio local não é garantia para a sobrevivência das empresas de comunicação.
Sobre as redes sociais e mídias digitais, Roberto Baia não encara as inovações tecnológicas como ‘inimigas’ do jornal impresso, mas aliadas do veículo mais tradicional de comunicação de massa. Radicado em Arapiraca desde 1982, o jornalista falou sobre suas experiências e relembrou as diferentes transições do jornal diário, das redações ao som de máquinas de datilografia aos processos de envio do material produzido diariamente.
A prática feita com paixão e os anos de luta no jornalismo criam relações de confiança que geram notícias exclusivas. “O Baía traz informações que nem todo mundo tem”, comentou Mônica Nunes sobre a relação entre repórter e fontes que somente os jornalistas respeitados e experientes têm.

 

 



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