Política

Ser ou não ser, e não ter e ter que ter pra dar, ei-las as questões!


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

07/06/2019 02h44

O Brasil e o mundo divididos, para onde vamos?
Nunca se viu um Brasil tão dividido como esse que vemos hoje. Por mais acirrada que tenha sido qualquer eleição anterior a essa, que elegeu o atual Presidente da República, os novos e os mesmos personagens do Congresso Nacional, não se registrou uma caça às bruxas como a que estamos assistindo, hoje.
Estamos dando de dez a zero até naqueles tempos da inquisição. Há bruxas nos dois lados desta moeda que não se aceitam mutuamente. Estamos pairando em tempos de ventos fortes sem que saiamos das nossas zonas de conforto.
Acusações permeiam a discussão sobre o futuro do que era para ser uma Nação, uma grande Noção de um povo que tivesse menos sinais de desigualdades.
O desespero e espanto aparecem quando grupos de amigos, fraternalmente conviventes com as diferenças que lhes cabe as pessoalidades de cada um, hoje são regadas pelo confronto. Confronto moral e ético, porém completamente apolítico. A discussão, que beira a ignóbil discriminação de cor, preferências pessoais e credos, assemelha-se aos temas dos tribunais de exceção que houve e o que ainda parece vigorar em todo mundo, e não só aqui na terra de Pindorama.
Os nacionalismos crescentes em países emergentes na Eurásia confrontam a política da universalização, a tal globalização dos processos comerciais e culturais de cada povo, no planeta.
O sonho de mercado comum europeu, ali, dá seus sinais de enfermidade, num movimento medonho de segregação, desconfianças, e o aparente poder de alguns de seus vizinhos países.
Esta semana se ouviu do senhor Jorge Mario Bergoglio, o carismático Papa Francisco, que profetizou duas tenebrosas indagações; Já vivemos isso! E no que deu?
Na divisão dos povos, eclodiu a segunda guerra mundial, onde blocos formados por diferentes países e ideologias, freneticamente dizimou cerca de 47 milhões de pessoas, que morreram em função da Segunda Guerra Mundial. Foi a guerra em que mais pessoas morreram em toda história da humanidade. Foi a primeira guerra onde ocorreu o uso de armas atômicas.
O Brasil, hoje, não é diferente. Estamos diante a um confronto de nervos, onde todos se acusam, defendendo o improvável. Vive-se, hoje, a  improbabilidade de acusar o diferente, e até os iguais, para  obter se sabe lá o quê.
Estamos vivendo tempos de radicalizações com acusações mutuas, como se o joio e o trigo, a esquerda e a direita, o centro prá lá, o centro prá cá, não fizessem parte do mesmo mundo. Eis a questão de ser ou não ser!
Esse é o novo caminho? Guerrear e dizimar a diferença par a prosperidade?
Prosperidade de quem? Não venham me dizer que esta é a lei de Deus. Eis, aqui, a outra questão; "não ter e ter que ter pra dar"!
Porque, humildemente, há quem ache que não é. Pelo menos o Bergoglio, um iluminado Franciscano que é filho estimado pela divindade, afirma ele que não é.
Para onde iremos, não sabemos ainda. Podemos até desconfiar!
E continuaremos com os dilemas; "Ser ou não ser, e não ter e ter que ter pra dar, ei-las as questões!



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