Política

O pau que bate em Chico não bate em Francisco


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

04/07/2019 10h22

O que o povo brasileiro mais escuta e vivencia, são as justiças injustas de um sistema político-econômico ainda medieval, monárquico-arcaico, que gerou uma convivência meritocrática que flutua entre desigualdade e as promessas de políticas inclusivas feitas por todas as correntes político-partidárias, neste país.

Há mais de vinte anos que fomos governados por grupos políticos chamados de centro, centro esquerda e a esquerda propriamente dita. Por aí passaram José Sarney, Fernando Color, Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula da silva e Dilma Rousseff. Todos enfrentaram entreveros econômicos, políticos e jurídicos.

Hoje, com a volta do chamado governo de direita, no Planalto, as coisas parecem iguais, com algumas poucas diferenças, porém, diferenças que delineiam uma amarga desventura; “o pau que bate em chico não está batendo em Francisco, axioma que define a desigualdade de direitos entre todos, sem distinção.

Os casos do motorista Queiroz, milicianos, e agora, as gravações do Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, ocupam as páginas de notícias.

O Queiroz sumiu, os milicianos, donos de um arsenal de fuzis de última geração, apreendidas na residência de um militar civil, que mora no mesmo condomínio onde residia o atual Presidente da República, e acusado de envolvimento da morte da vereadora Marielle Franco, e amigo dos Bolsonaros, até agora nada.

E hoje, as gravações vazadas pelo Jornal Intercep Brasil, são provas inapropriadas, por terem sido “hakeadas”, e ainda, sua legitimidade questionada pelo Moro e Dallagnol, não valem como prova.

A questão é que fatos correlatos, acontecidos anteriormente com integrantes de outra corrente política, a dita esquerda, foram autorizadas e, sobretudo, geraram declarações, do próprio Moro, que tornaram legais os vazamentos telefônicos do ex-presidente Lula da Silva e da ex-presidente Dilma Russeff.

Sérgio Moro: “não importa como foi conseguida as gravações. O que importa mesmo é o conteúdo das gravações, que são incriminadoras e verídicas”, foi o posicionamento de Moro, quando Juiz da Lava Jato.

E o Brasil, hoje se reduz a um único problema, “Déficit da Previdência”. Uma Previdência deficitária, não pelas pensões e auxílios doenças que se paga aos pobres mortais trabalhadores de salários mínimos ou até cinco salários. Contudo, as aposentadorias especiais, como também, a inadimplência de grandes empresas, comprovadamente, são as mazelas deste déficit na Previdência Pública.

Outra prova, nesse governo, que o pau que bate em Chico não bate no seu Francisco.

E o Brasil, dos brasileiros e brasileiras para onde está indo? É simples, muitos dizem que não está indo a lugar algum.

Ficamos nessa discussão de direita faz e a esquerda rouba, de interesses políticos que não contemplam os que frequentam ônibus, filas do INSS, escolas públicas, hospitais da rede pública, dos que “desfrutam” um salário desemprego, tampouco dos desempregados, são prioritariamente discutidos e tramitado para a consecução dessas políticas públicas que tanto a população de baixa renda, que soma 90% dos brasileiros, espera. São promessas de grupos políticos tanto da direita, do centro, e da esquerda. Nada se consome hoje em dia. As sessões de acusações continuam durante esses seis meses de governo, e que para alguns, é simplesmente desgoverno.

Uma coisa é clara, enquanto continuarmos nos acusando, esse pau que bate em Francisco, vai seguir batendo só no Chico. Infelizmente!

 

 



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