Política

Agora, trocaremos a feijoada pelo hambúrguer, tá ok?


Carlo Bandeira
Fonte: Redação/Editorial

19/07/2019 12h39

Essa assertiva parece ser um dos resultados da nova política que nos rodeia. Política, que para muitos, deixa-nos perplexo o próprio espanto. A mitologia, àquela, do salvador da pátria, rega as aspirações da falta de equilíbrio emocional e racional, dribla a eloquência republicana e busca na divina comédia, similares terrenos que apontem a salvação.

Um Brasil dividido,  distante da nação que poderíamos ser.

Não obstante, algo de extracurricular anda patrocinando as desconfianças entre grupos políticos, sociais, de classes, e por aí vai...

O direito posto apresenta novidades antes nunca vistas.

Parece haver um motim contra a moral e a ética, principalmente, por parte dos patrocinadores de uma tão propalada nova política. Uma política nova que não parece existir. O que a comunidade nacional e internacional estão assistindo, é a mesma política, com uma capa mais espessa, compactada em crenças messiânicas, que só servem para inebriar os  incautos.

Saber fritar hambúrguer, esconder motorista com rendimentos que passa de milhão, bloquear processos de filhos de presidente, e usurpar direitos e garantias de uma população já penalizada, há pelo menos 500 anos, para justificar uma recuperação econômica, que com certeza, não foi essa população que estagnou.

As elites, corporativas mais que nunca, apelam para o antigo testamento, onde judeus e egípcios se matavam, fazendo de um o escravo do outro.

Em suma, a nova política é inflada de passagens do velho testamento. Onde as negociatas, para aprovação de projetos de lei, ferem os interesses nacionais, entregamos nossas riquezas aos patronos da soberba norte americana.

Que o novo testamento vogue mais. Que a missão áurea do homem que se deu e morreu por suas ideias de igualdade e fraternidade apareça nas vitrines do Congresso Nacional, e muito principalmente, no Palácio da Alvorada, de onde saem as pregações messiânicas.

Ó Pai, fazei-me de mim um instrumento digno da embaixada dos Estados Unidos, mesmo que eu fure uma fila quilométrica de ascendentes capazes da política externa.

Onde houver feijoada, que eu leve um hambúrguer frito.

Parece que o novo, nessa tal política nova, tudo dantes como era antes.

Prestem bem atenção! Temos a prova cabal dessa política nova.

“Agora, trocaremos a feijoada pelo hambúrguer, Tá OK”!



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