Política

James Ribeiro diz que Júlio Cezar aplicou calote em empresa que administrava UPA de Palmeira


Èder Patriota
Fonte: Redação

07/11/2019 09h52

Em vídeo divulgado na sua página pessoal no Instagram, o ex-prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro, detonou o atual gestor do município situado no Agreste alagoano.
Segundo Ribeiro, Júlio Cezar comete uma série de irregularidades na execução das atividades da área de saúde, destacando o que classifica como “calote” no valor aproximado de um milhão de reais na empresa que gerenciava a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), investimento em saúde pública construído durante a última gestão do autor da denúncia.
“O desmantelo promovido pelo prefeito Júlio Cezar e sua equipe é enorme, pois se encerrou o contrato com a empresa que gerenciava a UPA, assim como não pagou pelos serviços realizados e a população vem sendo prejudicada de sobremaneira. Fora isso, exames básicos como de sangue e ultrassonografia não vem sendo realizados a contento e isso complica a vida dos munícipes em geral”, relata o ex-prefeito no vídeo publicado na rede social.
James Ribeiro diz ainda que Júlio Cezar promoveu uma farsa, fechando as portas na UPA na véspera de sua posse, em 1º de janeiro de 2017. “Júlio Cezar fez isso para dizer que pegou a UPA fechada pela minha gestão, o que na prática não é verdade, mostrando a verdadeira face de quem conduz os destinos palmeirenses”, reclamou Ribeiro.
O ex-gestor não só rebateu a situação, como também elevou o tom das críticas, apontado para a suposta falta de assistência nos postos de saúde de Palmeira. Por fim, o ex-prefeito disse que o atual prefeito fechou a UPA, um dia antes dele encerrar em seu mandato no dia 31 de dezembro do ano de 2016



CSE
James Ribeiro também comentou o não pagamento dos salários dos jogadores do CSE, tricolor palmeirense que recentemente conquistou o acesso à Primeira Divisão do campeonato alagoano de futebol no ano de 2020.
O ex-prefeito citou que mesmo após o CES lograr êxito nas partidas finais contra o Zumbi, time do município de União dos Palmares, as pessoas que fizeram parte desse momento histórico são vítimas do desmantelo administrativo praticado pelo grupo que dirige atualmente Palmeira dos Índios.
“Até o presente momento, os jogadores e a comissão técnica não receberam seus salários e nem muito menos à premiação pelo acesso à Primeira Divisão do campeonato alagoano, o que comprova o total descaso da atual gestão com as coisas relacionadas ao município em geral”, ressaltou.



Júlio Cezar se defende
Por meio de sua assessoria de comunicação, o prefeito Júlio Cezar informa que a decisão de romper o contrato com a empresa que gerenciava a UPA aconteceu em virtude de a prefeitura estar com grandes dificuldades para manter a contrapartida do município no valor acordado pela empresa.
”Neste caso, explica-se a necessidade da rescisão do contrato e fazer a gestão direta da UPA, como já ocorre em outros municípios. Isso já vem sendo conversado com a empresa e não haverá prejuízos para os usuários. No entanto, os opositores do prefeito Júlio Cesar, que pretendem tomar o governo a todo custo nas próximas eleições, aproveitam as redes sociais e apresentam uma versão distorcida deste fato”, relata a assessoria do gestor palmeirense.



UPA
“Asseguramos que a UPA continuará em pleno funcionamento e sem qualquer prejuízo à população, onde uma equipe de transição já está sendo preparada para não interromper a continuidade dos serviços”, acrescenta a administração de Palmeira dos Índios.
Ainda segundo a assessoria, a prefeitura economizará cerca de R$ 1 milhão por ano, recurso que será convertido em melhoria dos serviços prestados pela UPA de Palmeira, unidade de saúde que funciona 24 horas, sendo responsável pelo atendimento de urgência e emergência de Palmeira dos Índios e mais sete municípios (Belém, Igaci, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Maribondo, Tanque d’Arca e Minador do Negrão).

 

CSE
Sobre as alegadas dívidas com jogadores e comissão técnica do CSE, a administração diz que isso não procede por se tratar de mais uma tentativa desnecessária de denegrir a imagem do atual governo. “Isso não existe, pois o alto índice de aprovação da atual gestão é comprovado nas ruas pelo grande volume de obras em andamento”, afirma a assessoria à reportagem.
O prefeito Júlio Cesar reafirma ainda que, quando assumiu o mandato, a UPA se encontrava fechada e com um débito milionário, o que gerou a necessidade de renegociar dívidas e isso fez com que o município entrasse no cadastro de inadimplentes da União (CAUC).
“Encontramos os servidores públicos desmotivados e recuperamos tudo em três anos, sendo que pagamos até os dias atuais dívidas deixadas pelo ex-prefeito James Ribeiro”, salienta o gestor que tenta ser reeleito.

 



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