Política

As composições e decomposições de um ano eleitoral


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

06/02/2020 11h24

Chega-se a mais um ano eleitoral, precisamente, no período pré-eleitoral. Começa-se a discussão sobre o pleito em questão. Neste caso, as eleições municipais, que geram conversas convexas ou côncavas, conformes ou disformes.
   Grupos antagônicos se amalgamam, como também, o contrário é verdadeiro. Nunca se diz nunca na política. Tudo é possível na seara do Poder. Vê-se que o Poder supera as expectativas dos detentores desse Poder. Ora, quem seriam esses detentores?

O Poder inebria os pilares da democracia, a função da ciência política, o poder aglutinado e esperado pelo povo.
Já versava aos brados o poeta; “O Poder emana do Povo e em seu nome será exercido”. Grande sonho, fonte inspiradora de Antônio Frederico de Castro Alves, baiano de carteirinha, que no meio de uma praça, que hoje leva o seu nome, sonhou um dia, em voz alta, o sonho de uma democracia plena, do povo para o povo.
Hoje, com o advento da desinformação midiática, reforçada pelas redes sociais, o contra vira a favor e o a favor, de quando em vez, transforma-se em diametralmente contra. Porém, tudo em favor da manutenção ou conquista do Poder.
O que vemos nessa odisseia  é a falta da saúde, educação combalida, as condições de inclusão “vulnerabilizadas” e os detentores do Poder não passam de meros espectadores e consequentes sofredores receptores das políticas, ou da falta delas, resultantes dos acordos e desacordos forjados nas salas bem guardadas das reuniões que aprovam as negociatas eleitoreiras.
Estamos nesse ano, onde tudo é importante, até o povo, este, só na hora do voto, porque suas aspirações, sonhos e desejos acabam no trinitar da maquininha que recolhe as expectativas do eleitor, que volta a ser povo após o espetáculo do voto.
O povo, pretenso detentor desse famigerado Poder, é mero detalhe de todo esse processo eleitoral. Ou não?

 



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