Saúde

HE do Agreste recebe 560 vítimas de intoxicação por medicamentos


Davi Sausa
Fonte: Redação

20/04/2018 10h40

Levantamento do Núcleo de Processamento de Dados (NPD) do Hospital de Emergência Daniel Houly, ligado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), registrou, do ano passado até a primeira semana deste mês de abril, 560 casos de intoxicação por medicamentos.

De janeiro a dezembro de 2017, o hospital recebeu 422 pacientes para tratamento e um óbito foi registrado no hospital.

Inaugurado no ano de 2003, o HE do Agreste vem recebendo investimentos do Governo de Alagoas para ampliar a oferta de serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pacientes oriundos de mais de 50 municípios do interior do Estado. Pacientes de estados vizinhos como Pernambuco, Sergipe e Bahia.

Vinculado à rede de hospitais públicos mantida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o HE do Agreste é a principal porta de entrada do SUS para uma população superior a um milhão de usuários, no atendimento especializado em emergências provocadas por causas externas, a exemplo dos acidentes de trânsito, ferimentos por arma de fogo ou arma branca, intoxicação por medicamentos, queimaduras, afogamentos, choques elétricos, quedas e envenenamentos.

Conforme o levantamento feito de janeiro até a primeira semana de abril de 2018, o Hospital de Emergência Daniel Houly já registrou o atendimento a 138 vítimas de intoxicação por medicamentos, totalizando 560 casos.

De acordo com a farmacêutica Marivalda Barbosa, os pacientes atendidos em casos de intoxicação por medicamentos são pessoas de todas as idades, porém as maiores vítimas são mulheres com idade entre 15 e 29 anos.

No caso do excesso da ingestão de medicamentos, a farmacêutica orienta os usuários a procurar o HE do Agreste, que é referência para atendimento por intoxicação exógena e conta com uma equipe de profissionais apta a  prestar assistência desde a avaliação clínica, tratamento sintomático e de suporte.

A farmacêutica Marivalda Barbosa revela que várias são as causas de intoxicação por medicamentos, incluindo a troca acidental de produtos, automedicação e até a ingestão intencional.

“O mais aconselhável, nesses casos, é a pessoa, parentes ou amigos se dirigem ao hospital, para avaliação médica e atendimento seguido de um acompanhamento especializado”, completou.  



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