Saúde

Hospitais são flagrados em fiscalização do Cofem por exercício ilegal da profissão e medicamentos vencidos


Fonte: Redação

08/06/2018 08h51

Com apoio do Conselho Regional de Enfermagem (Coren/AL), fiscais da Força Nacional do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) visitaram, esta semana, quatro estabelecimentos públicos e privados de saúde na cidade de Arapiraca.

A megaoperação começou na segunda-feira (4) e foi encerrada nesta sexta-feira (8), com a inspeção em 12 hospitais na capital e no interior de Alagoas.

Na cidade de Arapiraca, a Força Nacional visita os hospitais Chama, Afra Barbosa, Daniel Houly e Nossa Senhora de Fátima.

O propósito da fiscalização é verificar as condições de assistência de enfermagem que colocam a população em risco, especialmente na assistência materno-infantil.

De acordo com o presidente do Cofen, Manoel Neri, o objetivo da Força Nacional de Fiscalização é assegurar que todos os regionais tenham condições necessárias para cumprir sua missão de fiscalizar o exercício profissional de Enfermagem.

Durante as abordagens, os fiscais verificaram questões relacionadas ao exercício profissional, exercício ilegal/irregular da Enfermagem, organização e sistematização da assistência, além de atestar o dimensionamento de pessoal.

Em um dos estabelecimentos, que ainda não teve o nome divulgado, a fiscalização encontrou profissionais de nível médio exercendo funções especiais e até auxiliando médicos em cirurgias.

Nas abordagens, também foi verificada a utilização incorreta de UTIs na pediatria, medicamentos vencidos, leitos sem espaços, entre outras irregularidades.

 

Direitos e qualidade

 

Segundo Diego Albuquerque, enfermeiro e conselheiro do Coren/AL, a fiscalização surgiu da necessidade de assegurar direitos e qualidade para o profissional da enfermagem dentro da área de trabalho. “Um exemplo é o dimensionamento do profissional que está superlotado de trabalho, um trabalho exaustivo e com muitos pacientes e isso não é correto”.

Além disso, em certos casos, a insuficiência de enfermeiros estaria forçando técnicos e auxiliares de enfermagem a realizarem procedimentos complexos, muito além de sua habilitação legal.

Ainda de acordo com Diego Albuquerque, em muitos estabelecimentos há um excesso de pacientes e o número de profissionais não é suficiente para atender a demanda.

O presidente do Coren/AL, Reneé Costa, diz  que no estado atuam 23.426 profissionais de Enfermagem na assistência a mais de 3 milhões e 300 mil  alagoanos.

São 5.372 enfermeiros, 12.003 técnicos de enfermagem e 6.051 auxiliares de enfermagem.

Nesta sexta-feira (8), a Força Nacional do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) deve divulgar o balanço geral da operação realizada na capital e no interior de Alagoas.

Foto: Divulgação


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