Turismo

Cadê o Peru do Natal?


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

15/12/2017 18h59

Com certeza esse natal que se aproxima trará muitas novidades “novas”.  Este ano, venhamos e convenhamos, o mar não está pra peixe, e tampouco fartura. Fartura à vista só em sonho de deputado ou senador. A população inteira dividida entre honestos e espertos, sabidos e ingênuos.

Esse natal que se aproxima, junto a um ano novo, que também está bem pertinho, chancelam as eleições. Eleições que prometem renovar as esperanças nos homens de boa vontade. Aqui na terra, principalmente no Brasil, sabemos que a boa vontade é um axioma que nos remete às profundezas.

Pois a boa vontade dos nossos políticos é estéril.  Os pobres mortais, aqueles que, agora, pra se aposentarem, precisarão só de quarenta anos de contribuição para se aposentarem quando seus salários não comprarem nem uma novalgina,  sequer, remédios pra pressão que a nossa Constituição nos garante o recebimento pela as farmácias populares dos governos municipais, estaduais e o bendito Governo Federal.

 O Peru do natal, para o resto da população, está vindo a passos largos, porém, devagarinho. O 2018 será um ano diferente. Pois aprendemos que o crime às vezes compensa, pelo menos para quem os cometeu e ainda dirige os destinos de milhões de Brasucas.

 O Povo brasileiro nos parece aquela famosa música da jovem guarda; “Pobre menina, não tem ninguém” de Lenon(o brasileiro) e Lilian. Desprotegidos pela falta de instrução suficiente para identificar as verdadeiras possibilidades de esperança em um futuro promissor para todos, os brasileiros figuram no caderninho de nosso Senhor Jesus Cristo. O caderninho verde da esperança, onde figuram nomes alijados das divisões paritárias do Produto Interno Bruto, o tal do PIB.

Jesus que renasce este mês nos guarde, não apenas no seu caderninho, mas na sua infinita bondade. Aí sim, devemos acreditar na bem aventurança. Pois estaremos mais fortes para aguentar as injustiças da justiça do Gilmar e alguns outros  de seus colegas.

Que 2018 nos traga a todos muita clareza, parcimônia, e sobretudo, muito mais fé. Que os seres de Deus, nós os terráqueos, possamos chegar a um divisor comum, que conforte, que mostre claramente o que  compõe a condição cidadã. Cidadania que é usurpada de nós, pobres mortais, todos os dias. Nesse natal, que venha a esperança de dias mais dignos. Que nossos representantes permitam que tenhamos um futuro. Porque o peru de natal não vai deitar às nossas mesas, nas mesas da população comum do nosso massacrado Brasil. Que o menino Jesus nos proteja, e o nosso bom Deus aponte sua espada para os maus e aventureiros. Amém!



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