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De acordo com o Ministério da Saúde, a população carcerária é um grupo vulnerável em uma situação de maior exposição à infecção e impacto da Covid-19. A pasta destaca que os detentos são mais suscetíveis a doenças infecto contagiosas. Com prisões em más condições e superlotadas, o local é potencial para surtos, o que poderia causar até mesmo um aumento no número de casos do lado de fora.

Durante a sessão de hoje, quem iniciou a discussão foi a deputada Jó Pereira. A parlamentar contou que recebeu ontem uma mensagem pelo Whatsapp de uma pessoa indignada com o início da vacinação dos presos em Alagoas. Ela explicou que a prioridade está definida no Plano Nacional de Imunização (PNI) e segue a lógica da ciência, já que essas pessoas estão aglomeradas em celas.

A parlamentar fez um paralelo, voltando a citar a aglomeração no transporte coletivo público, que circula “livre da fiscalização do Poder Público”: “Parece que eles não existem, que são pessoas imunes ao risco do contágio. Até quando veremos esse números diários, sem medidas do Poder Público? São todos culpados, todos omissos”.