Política

Acrescenta o N no MITO!


Carlo Bandeira
Fonte: Redação

23/09/2021 05h15

ONU – Organização das Nações Unidas, dia 21 de setembro, do corrente ano, véspera da primavera no hemisfério sul.

Expectativa para o discurso do mandatário do Brasil, Jair Messias Bolsonaro.

Ao ouvir aquele conto de fadas, falou-me um homem de camisa verde-e-amarelo, que estava assistindo o discurso, em uma tv led na vitrine de uma loja, no centro da cidade.

     “Lembrei-me de um mito da minha infância, infância dos sessentões de hoje; Pinóquio, o menino de madeira que virou gente para preencher a carência de um velhinho, sem filhos, bondoso e prestativo”, falou-me o distinto senhor, olhando-me tão profundamente, que tive a impressão de que estava sendo hipnotizado. Mas foi pura impressão. O que senti naquela hora foi o estado de choque em que o cidadão de camisa verde-e-amarelo se encontrava.

Bolsonaro:

“Apresento um novo Brasil, diferente daquele que é apresentado na mídia”.

“Estamos há dois anos e oito meses sem nenhum caso concreto de corrupção”;

“Antes as estatais davam bilhões de prejuízos, hoje, são lucrativas”;

“Nenhum país do mundo tem uma legislação ambiental tão moderna quanto a nossa”;

“A nossa economia, temos um dos melhores desempenho entre os países emergentes”.

 - Foram essas quatro partes do discurso do presidente que o senhor de verde-e-amarelo repetiu para mim.

“Na economia, uma inflação que não permite sequer, alguém das classes mais pobres comprar carne, gasolina. Tudo está um absurdo”;

"Queimadas, desmatamento e invasão de terras indígenas, jamais vistos em nosso país. Nem no regime militar se viu tal procedimento";

"As estatais, estamos sufocados pelo preço da gasolina, do gás, da energia elétrica. Com os preços que pagamos, entendemos agora esses lucros auferidos pelas estatais";

"A corrupção está à solta no ministério da saúde. Na Educação, usurpação de direitos, uma educação moldada para poucos e não para todos. As rachadinhas, Queiroz, milícias, controle dos órgãos de investigação, ministros que deixaram os mandatos sob acusações de facilitação de negócios e participação de esquemas econômicos fraudulentos".

"Meu amigo, mas uma coisa ele acertou, não se enganou ou mentiu, como dizem alguns.

O Brasil está diferente, e está muito diferente mesmo, do que era e, principalmente, do Brasil que ele, o mito, falou que iria construir.

Nisto ele acertou em cheio.

Ele vive em outro mundo, em outra órbita, uma órbita de sonhos e pesadelos que se misturam.

“A minha indignação com esse senhor, cabe-me modificar a palavra Mito. Esse Mito deve ser escrito com a adição de um N, para ser mais explícito, antes do T”, disse-me o senhor que vestia aquela camisa verde-e-amarelo, e que testemunhou aquelas palavras do presidente, na calçada de uma esquina, na vitrine de uma loja.

     O semblante daquele homem lembrou-me uma pessoa solitária em seus sonhos e esperanças.

Não há tristeza maior, que uma pessoa sem esperanças, e com seus sonhos desfeitos e jogados ao vento.

Ao final, disse-me, ainda: o Pinóquio, se arrependeu e virou gente de verdade para o resto da vida. Mas o meu presidente, mostrou-se um boneco de madeira, espero que não seja para sempre, finalizou o infeliz decepcionado brasileiro de verde-e-amarelo.

 

 

* Com Carlo Bandeira 

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Acrescenta o N no MITO!



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