Saúde

Arapiraca já faz busca ativa para não desperdiçar imunizante



22/06/2021 08h20

ASecretaria Municipal de Saúde em Arapiraca informou por meio da Coordenação de Imunização que no início da vacinação aconteceu a busca ativa, quando o prazo para utilização dos frascos era de apenas 6 horas.

“Atualmente, Arapiraca não trabalha mais dessa forma, pois houve mudança na orientação da AstraZeneca que, segundo a fabricante, pode ser utilizada no prazo de 48 horas após abertura do frasco, desde que seja respeitado todo o protocolo para acondicionamento”, salientou.

Já no caso da Pfizer, a coordenação explicou que há limitação de público e que geralmente são aplicadas 100 doses por dia no município. “A recomendação é de que o frasco só seja aberto caso haja seis pessoas para receberem a dose”, frisa.

Indagada sobre a quantidade de doses da vacina aplicadas, a Secretaria de Saúde em Arapiraca disse que não tem um número específico, tendo em vista que as doses são cadastradas no mesmo sistema, e não tem como filtrar.

O horário de funcionamento dos três postos de vacinação em Arapiraca é das 9h às 16h no Sesc Arapiraca, localizado na R. Manoel Francisco Cazuza, s/n – Santa Edwiges (esse também funciona aos domingos, das 9h às 14h); drive-thru do Arapiraca Garden Shopping e Ginásio da Escola Pedro Reis, no bairro Baixão.

A cientista política Michelle Fernandez, professora da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em políticas públicas de saúde, destacou que o Ministério da Saúde deixou a questão da organização da xepa para estados e municípios.

“Isso aconteceu para além da xepa, inclusive toda a definição de grupos prioritários. No Brasil afora, temos discrepâncias imensas sobre a ordem de vacinação entre os prioritários, e nas xepas não é diferente”, observa.

Para Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, o importante é que as vacinas não sejam desperdiçadas e a prioridade é não deixar doses irem para o lixo. Da mesma forma avaliou o epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Conforme Paulo, é preciso ser pragmático e vacinar quem está esperando em acabando o dia. “A pior coisa que pode ter é vacinas serem jogadas fora. É melhor dar para alguém de 20 anos. Não tem problema”, pondera.

Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena


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